sábado, 1 de outubro de 2011

"É uma coisa de alma mesmo", conta Cláudia Lira, a Beth de "#Rebelde", sobre contracenar com Micael Borges e Lucas Cotrim


  • Claudia Lira diz que sua personagem ama igualmente seus dois filhos na trama
    Claudia Lira diz que sua personagem ama igualmente seus dois filhos na trama
Muitos atores de tevê afirmam que a equipe de uma novela forma uma grande família. Para Cláudia Lira, que interpreta a batalhadora Beth de "Rebelde", essa relação com os colegas de trabalho é uma das principais vantagens de projetos longos. "Quando chego para gravar, me sinto em casa. Já trabalhei com muitas pessoas daqui em outros lugares. Conheço todo mundo", gaba-se. No folhetim da Record, a atriz interpreta uma mãe que luta para dar a melhor criação possível aos filhos Pedro e Raul, de Micael Borges e Lucas Cotrim, respectivamente.
"Nas ruas, muitas pessoas me elogiam por ser uma boa mãe. Só que elas não se referem ao meu relacionamento com a minha filha e sim com o Pedro e o Raul", diverte-se a atriz, que garante que o contato diário com os dois jovens não poderia ser melhor. "É uma coisa de alma mesmo. A gente contracena e tudo rola muito bem. Os dois são profissionais, então não tem erro. Já sou mãe deles também", brinca.

Apesar de Cláudia não acreditar que a personagem tenha preferência por algum filho, a atriz admite que Beth acaba os tratando de forma diferente de vez em quando. "Ela ama igualmente. Acho que o que acontece é que ela acha que o Pedro pode se virar melhor sozinho por ser mais velho", avalia. Mesmo com algumas brigas e desavenças com os filhos, a costureira busca manter um diálogo aberto na família. "A maioria dos pais na história tem algum tipo de problema que acaba atingindo o filho. Já a Beth mantém uma relação legal com os dela. Ela tenta os criar para serem boas pessoas e seria incapaz de ser violenta com eles", exalta a atriz, que vê na trama muitos personagens que, assim como na vida real, erram na educação dos filhos. "Muitos pais se preocupam mais com as aparências do que propriamente com o caráter dos filhos. Acho importante debater isso", opina.
Por ter de cuidar dos filhos sozinha desde a morte do marido, no início da novela, Beth se focava totalmente na realidade familiar. "Ela é muito racional e já sofreu muito com o ex-marido. Por isso, ainda é meio dura e muito discreta", observa. Agora, porém, a costureira tem adquirido um ar cada vez mais leve e está desenvolvendo uma relação de amizade mais evidente com outros personagens. "Ela está vendo que os filhos estão batendo as asas. Então, a tendência é se sentir cada vez mais sozinha", analisa a atriz, que defende uma mudança de postura da personagem. "A Beth é muito pé no chão. Ela precisa se soltar mais e se divertir", torce.

Empolgada com seu atual papel, Cláudia vivencia sua primeira experiência na Record. Mas isso não é uma dificuldade para ela, que está em sua quarta emissora. Só na Globo foram mais de dez novelas, além de minisséries e participações em seriados. "Não tenho problema com isso. Vou para onde as oportunidades são melhores", afirma a atriz, que antes de "Rebelde" se destacou em "Caminho das Índias". Além de buscar diferentes tipos de produções na tevê, Cláudia sempre se dedicou ao teatro. Agora, porém, não pretende manter projetos paralelos. "Estou chegando agora na Record. Quero me dedicar a isso. Não quero ter uma rotina louca de gravar e sair correndo para uma apresentação", pondera. Mesmo assim, Cláudia admite que sente saudade do teatro e que sonha em fazer mais musicais. "Eu canto, então é uma pena que essa novela seja um musical e eu não possa cantar. Mas não posso reclamar. Estou feliz", garante.
(ANA PAULA HINZ)

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